Como verificar se uma plataforma cripto está licenciada na Europa, no Brasil e na Austrália
Desde 2026, a licença é o que separa uma plataforma protegida pela lei de uma que opera ilegalmente. Um guia prático de verificação em cinco minutos.
2026 foi o ano em que os grandes mercados fecharam os períodos de transição. Na UE, desde 1 de julho. Na Austrália, a 30 de setembro. No Brasil, as regras para prestadoras de serviços de ativos virtuais estão em vigor desde fevereiro. Na prática, verificar a licença de uma plataforma passou a ser o primeiro passo de qualquer investidor.
União Europeia (incluindo Portugal)
- O MiCA exige que qualquer prestador que sirva clientes na UE tenha autorização. Desde 1 de julho de 2026, não há exceções de transição.
- A ESMA publica um registo central dos prestadores autorizados (CASPs), dos white papers e das entidades não conformes.
- Procure o nome jurídico da empresa, não a marca comercial, e confirme o país que concedeu a licença.
- Uma licença MiCA dá "passaporte": vale em toda a UE.
Brasil
- As prestadoras de serviços de ativos virtuais precisam de autorização do Banco Central, com as regras das Resoluções BCB 519, 520 e 521.
- Confirme no site do Banco Central se a empresa está autorizada ou em processo.
Austrália
- As plataformas que prestam serviços financeiros com ativos digitais precisam de licença AFS da ASIC, ou de ser representante autorizado de um licenciado.
- A partir de 1 de outubro de 2026, quem não pediu licença arrisca multas até 10% da faturação.
Sinais de alerta em qualquer país
- A plataforma não indica o nome jurídico nem o país de registo.
- Promete rendimentos fixos altos em cripto sem explicar a origem.
- Não tem procedimento formal de reclamações. O MiCA exige um.
- Pede transferências para contas pessoais ou carteiras privadas.
Fontes consultadas
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