Coreia do Sul: nova polícia para crimes cripto e um mercado de security tokens a caminho
Um dos mercados de retalho mais ativos do mundo está a apertar a fiscalização e a abrir a porta à tokenização de arte, imobiliário e direitos de autor.
A Coreia do Sul tem uma particularidade no mapa cripto asiático: são os investidores de retalho que movem o mercado. A procura e o interesse público são altos, mas a regulação andou mais devagar do que no Japão, em Hong Kong ou em Singapura. O fim de 2026 marca uma aceleração.
Uma agência para crimes graves, com divisão cripto
Em outubro de 2026 arranca a nova Agência de Investigação de Crimes Graves. Terá uma Divisão de Investigação Conjunta dedicada a crimes financeiros e com ativos virtuais, para centralizar investigações que hoje estão dispersas.
O mercado de security tokens
A Korea Exchange vai abrir o seu novo mercado de títulos a 16 de novembro de 2026, antes de a lei dos títulos tokenizados entrar em vigor a 4 de fevereiro de 2027. Vai permitir investimento fracionado e ofertas de security tokens apoiadas em ativos não tradicionais, como obras de arte, imobiliário e direitos de autor musicais.
O que ainda preocupa o mercado
A primeira metade de 2026 trouxe sinais mistos. A aprovação da lei dos security tokens criou expectativas de integração total no sistema financeiro. Mas declarações das autoridades sobre tributação dos ganhos cripto geraram confusão no setor. A proposta de Lei Básica dos Ativos Digitais, que reforça o licenciamento e cria regras para stablecoins, continua no parlamento.
- Outubro de 2026: arranque da agência de investigação.
- 16 de novembro de 2026: abertura do mercado de títulos tokenizados.
- 4 de fevereiro de 2027: entrada em vigor da lei dos títulos tokenizados.
Fontes consultadas
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